Sapiranga é uma cidade localizada na região metropolitana de Porto Alegre, possui aproximadamente 80 mil habitantes e sua principal atividade econômica está relacionada à produção de calçados, metalurgia e indústria de alimentos.
Nossa história tem uma relação direta com a chegada de colonos alemães na Colônia do Padre Eterno, a partir de 1833. No entanto, a intensificação do processo migratório ocorreu a partir de 1845 e a escola foi criada somente no ano de 1850, pelos próprios colonos, em algum momento do primeiro semestre. Eles organizaram uma Associação Escolar (Schulverein) para atender às crianças evangélicas, sendo, por isso, denominada Escola Alemã Evangélica. As famílias evangélicas mantinham essa associação, contratando o professor e providenciando o seu pagamento. Tendo em vista a perda da data de fundação, na década de 1990 se convencionou internamente que o dia 1° de julho seria oficialmente a data de comemoração de aniversário da instituição.
Tudo começou com um professor e 33 alunos, de séries diferentes, não se sabe quantas. Provavelmente as primeiras aulas foram dadas na casa de algum colono e, por bom tempo, aconteciam no prédio da Igreja Evangélica. O primeiro prédio escolar foi construído somente em 1880.
Naquela época, havia entre 240 e 250 dias letivos. As aulas já iniciavam em 1º de fevereiro, não havendo férias de julho.
Ao que tudo indica, nas primeiras décadas, o número de alunos não cresceu muito, pois em 1930 havia um total de 69 alunos. Em 1940, esse número era de 100 alunos e, em 1992, era de 300 alunos.
O novo nome da escola surgiu em 1940, por necessidades circunstanciais. No contexto da Segunda Guerra Mundial, por interferência do governo, foi necessário relegar o ensino da Língua Alemã para um segundo plano e instituir um nome “brasileiro” na escola. Por isso, escolheu-se Duque de Caxias como patrono para ser homenageado. Dessa época em diante, iniciaram-se as matrículas para alunos de outras confissões religiosas.
Em 1951, o professor Lúcio Fleck assumiu a direção da escola que, então, denominava-se Escola Duque de Caxias, cujo nome foi modificado em seguida para Escola Evangélica Duque de Caxias, sendo, em 1952, aberto o Curso Pré-primário. Lúcio Fleck, que mais tempo permaneceu como diretor da instituição, 32 anos seguidos, em janeiro de 1984 passou a direção ao professor Valdomiro Dockhorn.
No ano de 1985, a escola oferecia desde o Jardim de Infância até a 6ª série, contando com 225 alunos matriculados e o corpo docente era formado por 12 professores, além do diretor. Neste mesmo ano, a escola passou a oferecer o estudo das línguas Alemã e Inglesa. Em 1986, foi implantada a 7ª série e, no ano seguinte, a 8ª série. Em 1991, a Escola passou por novo período de transição, quando assumiu a direção a professora Marlise Müller. No ano seguinte, em 1992, a direção foi assumida pelo professor Jadir Heitor Rasche, verificando-se uma matrícula de 300 alunos na época.
No início de 1994, foi implantada a informática educativa. Também neste ano foi implantado o Projeto Supletivo de Ensino de 1º Grau, em convênio com empresas de calçados da comunidade, que se fez necessário para ocupar o espaço ocioso no turno da noite.
Em 1995, a escola implantou outro grande projeto, dando o segundo passo para a diversidade, que passou a ser cada vez mais intensificada nos anos seguintes. Iniciaram-se as atividades do 2º grau, hoje Ensino Médio. O objetivo da escola, com o Ensino Médio, era possibilitar aos seus alunos a continuidade dos estudos em nossa cidade. Nesse momento, a escola passou a se denominar Escola Evangélica Duque de Caxias – 1º e 2º Graus, com 500 alunos e 37 professores. Dois anos depois, foi implantado também o Ensino Médio Noturno. Nesse tempo, tendo em vista a implantação da Educação profissional e outros projetos, fez-se necessário alterar a natureza jurídica da escola que passou a ser Instituto Sinodal Duque de Caxias.
No primeiro semestre de 1998, implantou-se o Ensino Médio da EJA (Educação de Jovens e Adultos). Desde então, a Escola firmou convênio com as empresas de Sapiranga, a fim de facilitar o reingresso dos alunos aos estudos.
Dois anos depois, em 2000, mais um passo muito importante na história do Duque, iniciava-se a primeira turma do Curso Técnico em Informática.
Em 2003, após diálogo prolongado com a Paróquia Evangélica, a escola passou a incorporar a antiga Creche Lar da Criança, criada e mantida desde 1985 pela igreja. Ela deixou de ser apenas creche e foi transformada em Unidade de Educação Infantil, aplicando-se desde então o currículo vigente na escola.
Com a existência de duas unidades, nova alteração de natureza jurídica se fez necessária e a instituição passou a ser Centro Sinodal de Ensino Médio de Sapiranga, com a Unidade de Ensino Duque de Caxias e a Unidade de Educação Infantil Duque de Caxias.
Em 2006 a escola passou a oferecer o Curso Técnico em Gestão de Negócios, visando a ampliação dos cursos profissionalizantes. Nesse mesmo ano a escola intensificou e estruturou o voluntariado, iniciando com a visita semanal a uma casa de abrigo de crianças e adolescentes e mais tarde com um programa de inclusão digital, através do Projeto Democratizando a Informática.
Em 2007, a Escola inicia seu ano letivo novamente com algumas mudanças. Depois de 15 anos na Direção do Duque, o professor Jadir Heitor Rasche despediu-se, passando sua função ao professor Sérgio Ervino Michels. Na época, a Escola contava com 653 alunos, 48 professores e 37 funcionários nas duas unidades.
Nesse ano a instituição começou seu planejamento estratégico. Várias mudanças ocorreram desde então, incluindo reestruturação geral no organograma da instituição e implementação de ações decorrentes desse planejamento. Pode-se destacar a diminuição do número de turmas com o aumento do número de alunos em cada uma delas, a cobrança das atividades extracurriculares, a cobrança de mensalidades atrasadas em cartório, a oferta de um seguro educacional aos alunos do diurno. Também se deu a celebração de parcerias com o poder público, que deram origem a turmas de EJA médio, a implantação do Projeto Construir um Futuro Melhor e a oferta de atividades extracurriculares aos projetos da Assistência Social de Sapiranga. Ampliou-se a oferta de cursos profissionalizantes de curta e média duração.
Pouco a pouco se amplia a qualidade efetiva na formação geral dos alunos, pois a instituição começa a se destacar pelo desempenho de seus egressos em vestibulares e em programas com o desafio Nacional Acadêmico – DNA. Agora a mudança da vez está ocorrendo com essa reestruturação do PPP.